BINFO Nº 30


GRATIDÃO
                            AA- GRUPO TIRADENTES - Formado em 06 de novembro de 1978
                         E.E.F.M. Hermino Barroso – Rua Pe. Guilherme, 800 - Pq Rio Branco - Fortaleza - CE       
Reuniões Sábados 16h – Domingos e feriados 09h30min
                               Ano III                                             Informativo nº 30                            Outubro de 2011



EDITORIAL
                A perseverança é uma virtude que deve nortear os nossos desejos do bem, pois ela alimenta a esperança e faz realizar nossos sonhos.
                Já há algum tempo, nós do Grupo Tiradentes almejamos atingir a autossuficiência e isto nos tem acalentado na busca do progresso, não tão só material, mas, principalmente, espiritual que é a essência do nosso programa e é aí, que você, caro companheiro e querida companheira, que tanto nos tem ajudado, precisa, ainda mais, nos reforçar com a sua estimada e valiosa visita.
                Iniciamos o ano de 2011 com o propósito de alcançarmos a independência material. Estamos indo no rumo certo e temos perspectiva de que em um futuro bem próximo teremos informações mais precisas quanto ao nosso objetivo.
                Neste mês de outubro, teremos no dia 12, o recebimento de ficha de onze anos de sobriedade do companheiro ASSIS CAMPOS e no dia 22, da companheira ELZA, de vinte e dois anos. Em função das eleições gerais no dia 30, antecipamos a nossa reunião temática para o dia 23, quando estudaremos a 7ª Tradição. No dia 06 de novembro de 2011, o Grupo estará comemorando seu trigésimo terceiro aniversário de formação com uma reunião simples, porém, de grande significado para nós.
                Estamos felizes por mais este ano de luta, e precisamos muito mais de vocês companheiros e companheiras, que juntamente conosco, formamos a razão de ser do Grupo. Apóie-nos em mais estas empreitadas.

 RESUMO DAS ATIVIDADES DE SETEMBRO/2011
Recebimento de Ficha – Uma - (quinze anos) da companheira VALDIRA
Ingresso – Nenhum
Reingresso –  01
Visitantes – 04
Reunião Temática – 6ª Tradição

Dia
Presença
Oradores  
      Sacola
03
09
07
  5,10
04
11
05
20,95
07
05
03
 14,25
10
09
06
  11,70
11
03
02
 4,00
17
12
10
  12,95
18
07
04
  11,00
24
12
06
  12,40
25
10
-
  18,30
Totais
78
43
      110,65

Média por Reunião: oito (08) companheiros

GRUPOS QUE NOS VISITARAM
        É com muita alegria e o coração repleto de gratidão que registramos o comparecimento em nossas reuniões no mês de setembro de 2011, dos companheiros dos grupos abaixo, cujas experiências muito nos reforçaram: Central – Das Dores -  Legião - Meninos Deus – Nossa Sobriedade - Padre Andrade - Parquelândia - Renascimento - Reviver - Samaritano – São Vicente – Senhor - Tocantins - Unificado (Jurema) Unificado (Quintino Cunha) e 24 Horas.

MOVIMENTO FINANCEIRO DE SETEMBRO/2011
Receita
Saldo anterior............................................R$169,16
Receita no mês..........................................R$110,65
Total da Receita........................................R$279,81
Despesas
Material de Consumo (café, chá, etc.)......R$  25,00
Comitê de Distrito Soares Moreno...........R$  10,00
ESL/CE (Plano  60-25-15)...........................R$ 20,00
Segunda Parcela da aquisição de mais dez
Cadeiras.....................................................R$ 50,00
Total das Despesas................................R$105,00
Saldo.....................................................R$174,81
CURIOSIDADE
    - Você sabia?
                - Que aagtiradentes78@hotmail.com? É o e-mail do grupo?
                - Que aagtiradentes78.blogspot.com? é o seu Blogger?
        - Que O Grupo Tiradentes já quitou o seu Relatório da Conferência de 2012?
     - Que o Conceito III – Direito de Decisão - dá aos nossos líderes de serviço uma discrição adequada à liberdade de ação?
    - Que o Conceito IV – Direito de Participação - dá a cada servidor mundial o direito de voto de acordo com a sua responsabilidade?
               
 NA OPINÃO DO BILL – Egoísta

                Compreendo o motivo pelo qual você se espanta ao ouvir alguns oradores de A.A. dizerem: Nosso programa é um programa egoísta. A palavra egoísta geralmente significa que se é ambicioso, exigente e indiferente ao bem-estar dos outros. Claro que o modo de vida de A.A. não apresenta esses traços indesejáveis.
                O que querem dizer esses oradores? Bem, qualquer teólogo lhe dirá que a salvação de sua própria alma é a mais alta aspiração que o homem pode ter. Logo, sem salvação – podemos definir assim – ele terá pouco ou nada. Para nós de A.A. a urgência é ainda maior.
                Se não podemos ou não queremos alcançar a sobriedade, então estamos desde já verdadeiramente perdidos. Não temos valor para ninguém, nem para nós mesmos, até nos libertar do álcool. Logo, nossa própria recuperação e crescimento espiritual têm que vir em primeiro lugar – uma justa e necessária espécie de preocupação com nós mesmos. (Do livro Na Opinião do Bill).
                                
PARA REFLEXÃO – De quem é a Responsabilidade?

                Um grupo de A.A. como tal, não pode cuidar de todos os problemas pessoais de seus membros, muito menos das pessoas não-alcoólicas que o cercam. O grupo de A.A. não é, por exemplo, um mediador das relações domésticas, nem fornece ajuda financeira a ninguém.
                Embora o membro possa às vezes ser auxiliado nesses assuntos por seus amigos em A.A., a principal responsabilidade para solucionar todos os seus problemas de viver e crescer  recai sobre ele mesmo. Se um grupo de A.A. desse essa espécie de ajuda, sua eficiência e energia seriam irremediavelmente dissipadas.
                É por isso que a sobriedade - libertação do álcool – através dos ensinamentos e da prática dos Doze Passos de A.A., é o único propósito do grupo. Se não nos apegarmos a esse princípio cardinal, é quase certo que entraremos em colapso. E se entrarmos em colapso, não poderemos ajudar ninguém.  (Do livro Na Opinião do Bill).    

COMUNICANDO COM O ALCOÓLATRA
                                01 – Fale sozinho com ele se possível. No começo converse em termos gerais. Após algum tempo vire a conversa para algum aspecto de bebida, contando-lhe sua experiência com o álcool. Se ele não for comunicativo e não quiser falar, deixe-o, porém, dê-lhe uma ideia de sua carreira alcoólica até o momento onde parou.
                02 – Tenha cuidado para não chamá-lo de alcoólatra.
                03 – Fale do alcoolismo como doença fatal, mental, espiritual e orgânica. Explique-lhe que muitos estão condenados e nunca reconhecerão sua condição alcoólica. Fale da gravidade do problema e que você vai lhe oferecer uma solução.
                04 - Fale do fator espiritual do programa em linguagem popular para descrever os princípios espirituais.
                05 – Não desperte oposição em termos de religião. Não aborde esses assuntos, não importa quais sejam suas convicções. Fale somente de um Poder Superior.
                06 - Descreva em linhas gerais o programa de ação, explicando como fez uma autoanálise, como conseguiu consertar o seu passado e que você o está ajudando para manter sua própria sobriedade.
                07 - Você poderá ficar ofendido se ele não quiser falar do assunto de seu alcoolismo, mantenha-se calmo com uma conversa sadia e cheia de compreensão humana, para que não perca um amigo.          
                08 – Se ele se revoltar contra o programa, não se oponha às sua ideias, diga que você era igual a ele no início, mas que depois que conheceu a maneira de recuperar-se, tudo se modificou.
                09 – Não prolongue sua visita, a não ser que ele queira falar de si mesmo. Dê liberdade para que ele exponha suas ideias sobre o assunto.
                10 – Nunca assuma junto a um alcoólico, superioridade moral ou espiritual. Ofereça-lhe amizade e camaradagem, se ele quiser se recuperar informe a ele que você fará tudo para ajudá-lo.
                11 – Não se deve forçar um alcoólico a nada. Tem que partir dele a decisão de se recuperar.
                12 – Não se torne chato tentando persuadi-lo se ele não quiser sua ajuda. (Colaboração do Grupo Dez de Junho – Belém – PA)
                        “Mantenha a mente aberta”

BINFO Nº 29

     
GRATIDÃO
                            AA- GRUPO TIRADENTES - Formado em 06 de novembro de 1978
                         E.E.F.M. Hermino Barroso – Rua Pe. Guilherme, 800 - Pq Rio Branco - Fortaleza - CE       
Reuniões Sábados 16h – Domingos e feriados 09h30min
                               Ano III                                             Informativo nº 29                            Setembro de 2011

EDITORIAL

        “Alcoólicos Anônimos – fonte inesgotável de dedicação, amor e renuncia. Um caminho sem fronteira. Uma mensagem universal”.
                Há exatamente, sessenta e quatro anos, Alcoólicos Anônimos chegava ao Brasil de forma oficial. Nesta edição queremos reverenciar de forma simples, a data de 05 de Setembro de 1947, dada a importância dela no A.A. brasileiro, por ter sido o marco inicial da história da Irmandade em solo brasileiro, e, por isto, transcrevemos parte dos fatos registrados nos anais da Irmandade, buscando resgatar nossas lembranças.
                Excepcionalmente, e por esta razão, rogamos a sua compreensão pela extensão deste exemplar, cujo objetivo é levar até você, caro companheiro e distinta companheira, além de informações atuais, recordações que devem viver guardadas no mais profundo de nossas memórias. Boa leitura.

 RESUMO DAS ATIVIDADES DE AGOSTO/2011
Recebimento de Fichas – Nenhum
Ingresso – Nenhum
Reingresso – Nenhum
Visitantes – 03
Reunião Temática – 5ª Tradição


Dia
Presença
Oradores  
      Sacola
06
08
05
  6,75
07
05
03
15,00
13
09
05
 10,70
14
03
02
   2,25
15
08
04
 17,00
20
08
05
   7,40
21
07
06
  16,40
27
13
07
  22,80
28
15
-
  21,30
Totais
76
37
      119,60

Média por Reunião: oito (08) companheiros

NOSSA GRATIDÃO 
        É com muita alegria que registramos o comparecimento dos companheiros dos Grupos abaixo, em nossas reuniões do mês de agosto, a quem agradecemos: Antônio Bezerra - Central - Iracema – Legião - Meninos Deus - Padre Andrade - Parquelândia - Renascimento - Reviver - Samaritano – São Vicente – Senhor- Tradição - Unificado (Jurema) Unificado (Quintino Cunha) e Vila Velha.

MOVIMENTO FINANCEIRO DE AGOSTO/2011

Receita
Saldo anterior............................................R$185,56
Receita no mês..........................................R$119,60
Total da Receita........................................R$305,16
Despesas
Material de Consumo (café, chá, etc.)......R$  21,00
Comitê de Distrito Soares Moreno...........R$  10,00
ESL/CE (Plano  60-25-15)...........................R$ 20,00
Primeira Parcela da aquisição de mais dez
Cadeiras.................................................... R$ 50,00
Confecção de uma placa de endereço.......R$ 35,00
Total das Despesas.................................R$136,00
Saldo......................................................R$169,16

CURIOSIDADE

    - Você sabia?
        - Que a Irmandade de Alcoólicos Anônimos já realizou dezessete Convenções Nacionais, sendo a I, II e III, em São Paulo; a IV, em Recife; a V, em Belo Horizonte; a VI, em Porto Alegre; a VII, em Fortaleza (1982); a VIII, em Blumenau; a IX, em João Pessoa; a X, em Curitiba; a XI, em Belém; a XII, em Brasília; a XIII, em Teresina; a XIV no Rio de Janeiro; a XV, em Salvador; a XVI, em São Paulo; a XVII, em Manaus e que a XVIII será realizada em Cuiabá-MT, no período de  6 a 8 de Setembro de 2012?
         - Que o Grupo Tiradentes visando incrementar suas reuniões literárias, iniciou um sistema de visitas a outros Grupos que tenham reuniões do mesmo tipo, lançando um intercâmbio inicialmente com os Grupos Reviver, Vila Velha e Tocantins, e que vem dando ótimos resultados?
 - Que aagtiradentes78@hotmail.com? É o e-mail do grupo?
 - Que aagtiradentes78.blogspot.com? é o seu Blogger?
- Que o CPP – Comitê de Publicações Periódicas, no período de 12/09/2011 a 30/11/2011 estará promovendo, como cortesia, para as novas assinaturas ou renovações efetuadas no período, o envio de  01 exemplar da Revista Vivência, das edições de número “0 ao 100”, aleatoriamente, e conforme disponibilidade em estoque, juntamente com o primeiro exemplar da edição atual da nova vigência de sua assinatura?  
 - Que em breve teremos o lançamento do livro Das Trevas para a Luz, onde encontraremos 41 histórias de recuperação publicadas na Quarta Edição Americana do livro “Alcoólicos Anônimos”’?

NA OPINÃO DO BILL – Em Todas as Nossas Atividades
               
                O propósito primordial de A.A. é a sobriedade. Todos nós compreendemos que sem sobriedade não temos nada.
                Entretanto, no que diz respeito ao membro individual, é possível transformar essa simples meta num grande absurdo. De fato, às vezes ouvimos alguém dizer: A sobriedade é minha única responsabilidade. Afinal de contas, fora minhas bebedeiras, sou um sujeito muito bom. Dêem-me a sobriedade, e o resto é desnecessário.
                Enquanto nosso amigo se agarrar a esta cômoda desculpa, ele vai progredir tão pouco em relação a seus verdadeiros problemas e responsabilidades da vida que estará a caminho de se embriagar novamente.
                É por isto que o Décimo Segundo Passo de A.A. sugere que pratiquemos estes princípios em todas as nossas atividades. Não vivemos apenas para ficar sóbrios; vivemos para aprender, para servir e para amar. (Do livro Na Opinião do Bill).
                                
PARA REFLEXÃO – Jardim de Infância Espiritual

                Nós somos apenas um jardim de infância espiritual n o qual as pessoas tornam-se capazes de deixar de beber e encontrar a graça de continuar vivendo bem. A teologia de cada um deve ser sua própria busca, seu próprio assunto.
                Quando o Livro Azul estava sendo planejado, alguns membros achavam que ele devia ser um livro cristão, no sentido doutrinário. Outros não faziam objeção ao uso da palavra Deus, mas queriam evitar assuntos de doutrina. Espiritualidade, sim. Religião, não. Outros ainda queriam um livro psicológico que atraísse o alcoólico. Uma vez que ele estivesse conosco, poderia aceitar Deus ou não, a seu critério.
                Para nós, esta era uma proposta chocante, mas felizmente a ouvimos. Nossa consciência de grupo começou a funcionar para produzir-se o livro da forma mais aceitável e eficaz possível.
                Cada parecer representava uma contribuição. Nossos ateus e agnósticos abriram as portas de entrada para que todos os que sofrem pudessem entrar, independentemente de suas crenças. (Do livro Na Opinião do Bill).    

EIS O NOSSO GRUPO
               
                O Grupo Tiradentes tem em sua estrutura mais de três centenas de vinculados pelos agradáveis e saudáveis atos do ingresso e reingresso, porém, no dia a dia conta comum minúsculo corpo de membros que dão sustentação à sua base de funcionamento.        De acordo com orientação de nossos órgãos de serviços, podemos dizer que, na atualidade, temos uma média de oito companheiros por reunião, verdadeiros baluartes que mantêm acesa a chama da sobrevivência.
                Entretanto, mesmo sendo considerado pequeno, tem o Grupo Tiradentes, apesar das dificuldades, se portado como um gigante. O seu corpo de servidores consegue trazer o Grupo na observância das Tradições de A.A., além de manter em dias suas atribuições de suporte financeiro da Irmandade, visto que contribui com o Comitê de Distrito Soares Moreno, a quem é filiado; Com o ESL-CE, levando sua contribuição na forma do plano 60/25/15; participou de maneira ativa da Conferência, com a contribuição, em dia do Relatório 2011; fez sua inscrição na XVIII Convenção Nacional de A.A., que será realizada na cidade de Cuiabá-MT, em Setembro de 2012. É assinante ativo da Revista Vivência; tem contribuído com simpósios e encontros promovidos pelos Órgãos de Serviços da Irmandade; passagens de MCD e Suplente para o encontro dos MCD do Ceará, realizado em agosto próximo passado. No aniversário do Comitê deu o seu suporte e nunca se furtou da oportunidade de contribuir para eventos que visam a divulgação, transmissão da mensagem e o progresso da Irmandade.  Tem o Grupo enriquecido o seu acervo com exemplares de nova literatura e que além deste Boletim, está se inserindo na comunicação virtual, com E-MAIL e BLOG. Talvez seja por tudo isto, que o Grupo se prepara para a tão sonhada autossuficiência, com a aquisição de quarenta e cinco cadeiras de plástico, dois ventiladores de parede (novos); por cima, ainda tem, mensalmente, um  saldo positivo.
                É desta forma que o apresentamos a você dileto companheiro e prezada companheira, na esperança de podermos contar com sua presença, pelos menos, uma vez no ano, para que possamos modificar este status de grupo pequeno.

“Mantenha a mente aberta”


HISTORIA DE A.A. NO BRASIL

Aspectos Históricos de A.A. no Brasil - Difícil Começo

          Corria o ano de 1945, um membro viajante norte-americano, de nome Bob Valentine, amigo de Bill W., de passagem pelo Rio de Janeiro, então capital nacional, conhece uma pessoa também americana (não está totalmente definido se era homem ou mulher), com o nome de Lynn Goodale. Após uma conversa com Bob Valentine, Lynn encontra a sobriedade.
                   A Fundação do Alcoólico era a responsável direta pela correspondência de Alcoólicos Anônimos com a sociedade e o elo entre a correspondência de seus membros. Portanto, Bob Valentine, de volta aos EUA, em visita à Fundação, passa-lhe o endereço de Lynn, como possível contato no Brasil.
                   Prontamente, a secretária da Fundação do Alcoólico escreve-lhe uma carta na qual solicita a confirmação do contato brasileiro, dizendo-se feliz por poder assinalar um ponto na cidade do Rio de Janeiro em seu mapa de contatos no exterior. Ao receber essa correspondência, Lynn responde afirmativamente sobre incluir-se como contato de A.A. no Rio de Janeiro e informa que sua estada no Brasil seria por pouco tempo. Solicita também algum material (memorandos, boletins etc.) e diz: "Há quatro meses evito o primeiro gole; fazendo algo, creio que manterei minha sobriedade (...) gostaria de ter alguma participação no crescimento de Alcoólicos Anônimos aqui no Brasil."
                  A carta de agosto de 1945, assinada por Margareth Burger, então secretária da Fundação do Alcoólico, não altera muito os acontecimentos mas marca o final da correspondência e Lynn Goodale sai de cena.
                  No ano seguinte, a Fundação do  Alcoólico recebe a seguinte correspondência, vinda do Brasil: "Rio de Janeiro, Brasil, 19 de junho de 1946. Ao Secretário do A.A. Cosmopolitan Club Nova Iorque Prezado Secretário: Há coisa de um mês atrás o remetente desta esteve em seu Escritório e, antecipadamente prevendo sua mudança aqui para o Rio de Janeiro, solicitou algum contato com um membro de A.A. Fui gentilmente informado do nome de Lynn Goodale - Av. Almirante Barroso nº 91, como tal. Lamento informar que devido ao meu precário português, ou pelo endereço incompleto, fui incapaz de localizar essa pessoa e o auxílio das listas telefônicas locais também foi insuficiente.
                   Você teria a paciência suficiente (considerando que o correio aéreo regular consome cerca de 29 valiosos dias na ligação Nova Iorque/Rio de Janeiro) de fornecer-me instruções suficiente para contatar essa pessoa ou qualquer outro membro de A.A. no Rio?
Obrigado por seu interesse Herbert L. Daugherty Rua Gustavo Sampaio nº 86 – Apto 402.
                PS - Você poderá incluir-me como contato para o futuro?"
                Tratava-se de Herbert L., um publicitário norte-americano, sóbrio desde 1945, quando conheceu Alcoólicos Anônimos em Chicago, que veio ao Rio de Janeiro, juntamente com sua esposa Elizabeth, para cumprir um contrato de três anos como diretor de arte numa grande companhia internacional de publicidade.
                A resposta da Fundação trouxe-lhe o nome de outras pessoas, Don Newton e Douglas Calders, as quais poderiam ajudá-lo; informou-lhe sobre a postagem de um "suprimento grátis de literatura" e trouxe-lhe um pedido de abordagem a um jovem de Recife.
          Preocupado em manter sua sobriedade e decidido a começar um Grupo de A.A. no Rio, Herb (como era conhecido) decide escrever à Fundação, meses depois do último contato, dizendo não ter encontrado as pessoas indicadas. Nessa carta, datada de 2 de junho de 1947, Herb também informa que ele e sua esposa já haviam se adaptado bem no Brasil e solicita mais nomes e endereços de possíveis AAs no Rio.
          "Lynn Goodale e Don Newton deixaram o Rio de Janeiro" - diz a correspondência vinda da Fundação, a qual também traz um pedido preocupado: "Não deixes passar outro ano sem correspondência" - e informa ao casal o novo endereço de Douglas C.
          As cartas entre a Fundação do Alcoólico e Herb continuaram. Na próxima, Herb envia um cartão constando seu nome e endereço, cadastrando-se oficialmente como contato de A.A. no Brasil.
           Quarenta e sete foi o ano dos acontecimentos que culminaram com o início efetivo de A.A. no Brasil. No mês de julho, Herb recebeu endereço de outro AA residente no Rio de Janeiro e alguns panfletos em espanhol e, em outubro, a Fundação expressa sua felicidade pelo início de um Grupo de A.A. no Brasil.
            Contudo, há uma lacuna entre a carta de julho e a de outubro. Foi justamente na época que se inicia o primeiro Grupo.

PRIMEIRO GRUPO DE A.A. NO BRASIL - O Núcleo de A.A. do Rio de Janeiro - "A.A. Rio Nucleus"
          5 de setembro, por que?
                Pouco se tem documentado sobre a formação do primeiro Grupo de A.A. no Brasil. O que se pode afirmar é que esse Grupo inicialmente era formado por norte-americanos a serviço no Rio de Janeiro e que o idioma das reuniões, sediadas nas casas ou apartamentos dos companheiros, era o inglês. A maior dificuldade que Herb teve, aparentemente, foi a de não falar fluentemente o português. Ele queria transmitir a mensagem de recuperação a brasileiros ou a quem falasse fluentemente o nosso idioma, pois sabia que quando de sua volta aos Estados Unidos, provavelmente todo o seu trabalho seria perdido.
        Alguns pontos, inclusive a data do início do "A.A. Rio Nucleus" ou Grupo A.A. do Rio de Janeiro, durante tempos foram envoltos em mistério e em controvérsias. Vamos agora fazer uma parada na dissertação e dar uma olhada num fato sobre a formação desse Grupo.
                Pudemos observar que o livro de registros do Grupo A.A. do Rio de Janeiro, na data de 29/8/50 traz a seguinte anotação:
"Data – aniversário”.
         “ Na reunião de hoje, deliberamos comemorar o 3º (terceiro) aniversário da Fundação do Grupo A.A. do Rio de Janeiro, no dia 5 (cinco) de setembro próximo.
           A referida data ficará, por tradição, como a data oficial da fundação do Grupo.
           Rio de Janeiro, 29 de agosto de 1950.
Fernando, secretário."
            Esse registro documentado é a mais clara evidência de que a data de início do primeiro Grupo de A.A. no Brasil foi 5 de setembro de 1947. Infelizmente o secretário não menciona detalhes como: onde foi realizada a reunião inaugural, quem foram os participantes dessa reunião etc.
              O mais provável é que nessa data deu-se o encontro de Herb com o primeiro brasileiro que conseguiu manter-se sóbrio em A.A., o companheiro Antônio P., falecido em meados de 1951.
         Naquele ano, o companheiro Antônio P. sofreu um acidente de trabalho, teve seu pescoço quase degolado e faleceu quando ainda passava por cirurgias plásticas. Antes de sua morte recebeu uma carta de Harold, da qual reproduzimos o seguinte trecho:
                "Você é um herói, Antônio, não há dúvida de que entre todos nós você é o AA número um (primeiro)! Pode ser um dos menores por fora, mas dentro dessa alma enorme e forte, cabemos todos nós folgadamente.
                Sem dúvida alguma você conseguiu o que eu, pelo menos, ainda não alcancei: traduzir e interpretar bem a vontade e as intenções do Poder Superior, e ser forte na certeza de que ele está sempre ao seu lado, podendo enfrentar cada dia com paz de espírito e serenidade. Que Deus lhe abençoe, meu bom amigo."Provavelmente Antônio teve dificuldades em se fixar no Programa de Recuperação (Os Passos) devido à linguagem, mas manteve-se firme em suas vinte e quatro horas até o final de sua vida
LIDERANÇA: Segundo Bill W.
                A.A. tem uma verdadeira liderança? A resposta é: Sim, embora não pareça.”
( A.A. Atinge a Maioridade – Página 110)
                Há um ditado que diz: Os grandes líderes não nascem prontos, eles são formados com o tempo.          Bill W. disse que a verdadeira e duradoura liderança de A.A., está naquele que exercita a opinião serena, o conhecimento seguro e mantém o exemplo de humildade. São aqueles que não pressionam pelo mandato. Eles lideram pelo exemplo. (da Síntese de palestra do companheiro ALEXANDRE, Dir Adm do ESL/CE- 17/10/10).

ORAÇÃO DA SERENIDADE


Nas paredes de milhares de salas de reuniões de A.A., pode-se ver em pelo menos cinco idiomas, a seguinte invocação: Concedei-nos Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguir umas da outras.
                Não foi A.A. que a criou. Diferentes versões têm sido empregadas através dos séculos por várias crenças, e essa é de uso corrente hoje em dia tanto fora de A. A. como dentro da Irmandade. Quer pertençamos a esta ou aquela Igreja, quer sejamos humanistas, agnósticos ou ateus, a maioria de nós achou nessas palavras um guia maravilhoso para alcançar a sobriedade, continuar sóbrio e desfrutar de uma vivência sóbria. Quer consideremos a Oração da Serenidade uma verdadeira prece ou apenas um desejo fervoroso, ela oferece uma receita simples para a vida emocional saudável.
                Pusemos uma coisa no alto da lista das cosias “que não podemos modificar”: nosso alcoolismo. Independentemente do que façamos, sabemos que amanhã não deixaremos, de repente, de ser alcoólicos, como não teremos anos 10 anos de idade ou mais 15 centímetros de altura.
                Não pudemos modificar o nosso alcoolismo. Mas não dissemos docilmente: “está bem, sou  um alcoólico. Acho que tenho de beber até morrer”. Havia alguma coisa que podíamos mudar. Não tínhamos de ser bêbados. Podíamos vir a ser sóbrios. Certamente isso exigia coragem. E foi necessário um lampejo de sabedoria para ver que isso era possível, que podíamos ser outros.
                Para nós esse foi o primeiro e o mais óbvio emprego da Oração da Serenidade. Quanto mais nos distanciamos do último gole, mais bonitas e mais carregadas de sentido essas poucas linhas se tornaram. Podemos aplicá-las a todas as situações cotidianas das quais costumávamos fugir direto para a garrafa... (Do Livro Viver Sóbrio).
                               “Mantenha a mente aberta”

DA INSATISFAÇÃO AO PRAZER


Ao olharmos, hoje, o Grupo Unificado, parcela significativa do A.A. cearense, volvemos o pensamento aos primórdios e vamos encontrar um  quadro de extrema dificuldade por que passavam os grupos da região oeste da cidade. Naquele período, existia uma grande insatisfação dos membros de A.A. com referência ao modo como eram tratados pelas pessoas não simpatizantes do nosso movimento, apesar da boa vontade de nossos senhorios, que infelizmente, não tinham total poder sobre aqueles que lhes representavam.
            Assim sendo, é que por diversas ocasiões, e que não foram poucas, tivemos problemas de demonstração de rejeição. Ora era no Grupo Nova Comunidade, que funcionava na Escola Vinícius de Morais, no Quintino Cunha, onde vivíamos o drama da incompreensão, sofrendo uma série de imposições e exigências, que iam contra os nossos princípios. Ora era no Grupo João Paulo II, que funcionava no Conselho Comunitário do Jardim Guanabara, na Rua Carlos Walravem, quando éramos tratados de maneira desrespeitosa – houve um período em que o acesso ao grupo ficou sendo feito pela Rua Carlos Gondim (fundos daquele estabelecimento) e quando alguém menos avisado ou esquecido, adentrava pelo portão principal, era informado que a entrada para reunião dos bêbados, era pela porta de trás. Em outras oportunidades tínhamos que cancelar as reuniões, por motivo de encontros sociais ali realizados. Ora era no Grupo Reformulação, que funcionava na Creche Pé no Chão, na Rua Pedro Sampaio onde éramos espezinhados pelo próprio vigia, que vez por outra, “perdia” a chave, até que um dia, já no final da permanência do grupo naquele local, iria acontecer uma reunião de esclarecimento sobre a Sétima Tradição e tivemos uma desagradável surpresa – a sala estava totalmente vazia. Não tinha uma cadeira sequer e o vigia não sabia em que local elas estavam, e, assim, fizemos a reunião todos sentados no chão, com uma ótima exposição do companheiro Walter, que serviu para alimentar, ainda mais, nosso desejo de autossuficiência.
            Tudo isto e mais algumas “coisinhas”, fizeram despertar em nós o desejo de emancipação e, então, formou-se uma comissão constituída pelos companheiros: Jataí, João Bosco e Jovanil, que passaram em torno de três meses indo aos referidos grupos, tentando conscientizar os companheiros da necessidade da união em torno da autossuficiência. Neste espaço de tempo, eram examinados prédios que atendessem aos nossos anseios – boas condições, boa localização e aluguel razoável, até que em Abril de 1993, houve consenso e foi alugado um imóvel no Conjunto Ômega II, para onde os Grupos se mudaram cada um mantendo o seu próprio nome. A Comissão de transição teve atividade definida por cerca de um ano. No começo foi difícil. Não tínhamos cadeiras, porém, foram adquiridas algumas usadas e sem padronização.  O companheiro Florêncio, em sua própria oficina, fez vários bancos grandes e rústicos que nos serviram prontamente. A cadeira do coordenador era composta por peças de duas cadeiras de diferentes formatos. Tinha um aspecto muito feio, mas atendia as nossas necessidades.   Com o passar dos dias, o Grupo adquiriu alguns bancos de ferro e madeira, do Centro Espírita André Luiz, a preço simbólico.
            No início, cada Grupo queria manter a sua identidade e autonomia, razão pela qual continuou com sua própria junta de serviços e todos com reuniões proporcionais por semana.
            Não tínhamos base financeira para fazer frente às despesas advindas da autossuficiência, por isto, foi criado um fundo de apoio denominado de GAF (Grupo de Apoio Financeiro), formado por voluntários que davam sustentáculos ao Grupo de forma simples e anônima, pois naquele sistema, não havia declinação de nomes e sim,   número para cada contribuinte espontâneo, que somente ele e o tesoureiro sabiam, para fins de prestação de contas com lisura e clareza.
            Naquele endereço, os Grupos chegaram a uma conscientização de unidade e com o objetivo de simplificar os trabalhos e diminuir o número de servidores, aderiram a unificação em 20 de Março de 1994, quando passou a ser Grupo Unificado e a contar de Abril daquele ano, se mudava para o atual endereço – Rua Rosinha Sampaio, 2042 – Quintino Cunha.
            Neste novo endereço, o Grupo Unificado, passou por momentos difíceis, porém, outros de muitas alegrias, pois soube com mestria superar as dificuldades, transformando-se no que é hoje – um ícone do A.A. cearense, e, por este motivo o Grupo Tiradentes o saúda em sua data magna e agradece a todos que o guiaram no passado e aqueles que agora mantêm acesa a chama da força de vontade, da perseverança e do amor ao próximo.